Fantasma das Cuecas Rotas assombra bichos

 

Chegou o Outono e as aulas na UÉ já começaram. Não caem só as folhas das árvores, também caem de trombas às centenas pelas calçadas ancestrais da Muy Nobre cidade seres imundos e incultos conhecidos mormente de "bichos". Tais seres surgem pela primeira vez na universidade, totalmente desprovidos de saber académico, aparentam possuir vagos vislumbres de inteligência e sensatez sem razão aparente. Colocados frente a um computador portátil arrebitam as orelhas prontamente, qual burro a olhar para uma cenoura!
Dizem os peritos que a estes seres lhes é impossível desenvolver qualquer aprendizagem para além das meras reacções reptilianas ao meio que os rodeia... Uma investigação recente descobriu, porém, vestígios de aptidões para o manuseamento de tecnologia! Será uma evolução? Os estudos concluíram que uma possível resposta à resolução deste mistério poderá estar relacionada com uma elevada exposição dos sujeitos deste estudo aos protótipos de computadores para adultos, vulgo Magalhães. Não obstante, cedo se percebeu os efeitos prejudicais desta barbárie sobre estes seres imundos. Socialmente retraídos, os bichos aparentam ser um bloco de gelo desprovido de salvação. Na sua mesquinhez, coisa a que os bichos chamam de cérebro, surge no seio de um protótipo de um raciocínio dedutivo a indagação de qual brilhante e megalómana solução estarão os Senhores Estudantes a engendrar para consguir libertá-los da vida acéfala. 
Eis que surge no panorama da UÉ o Fantasma das Cuecas Rotas. Parte solução, parte problema. Invocado pelo reitor todos os anos comuns no dia da apresentação aos novos alunos ao quarto toque das nove badaladas do bronze da Sé Catedral, este ser mitológico, irá andar pelas ruas e vielas da romana cidade em busca do seu alimento preferido: BICHOS!